Sunday, 30 October 2011

Tuesday, 11 October 2011

Capitão Barros Basto - Vítima do anti-semitismo - Finalmente será feita justiça ?

Eis a notícia como saiu no Correio da Manhã de 10/10/11:

Família indemnizada por anti-semitismo
Em 1937, uma decisão do Estado obrigou um oficial judeu a sair do Exército Português. O capitão Barros Basto foi afastado das suas funções depois de 20 anos de serviço, por praticar actos próprios do judaísmo. O caso vai ser levado este mês à Assembleia da República pelas mãos dos familiares de Barros Basto, que pretendem a sua reintegração póstuma no Exército. A família do capitão, que pode até ser indemnizada pelo Estado, conta com o apoio de Marinho Pinto, bastonário da Ordem dos Advogados. 
Na altura, o capitão foi levado a julgamento perante o Conselho Superior de Disciplina do Exército, tendo ficado provado que o oficial cumpria vários preceitos judeus. Barros Basto realizava operações de circuncisão a vários alunos do Instituto Teológico Israelita do Porto e saudava-os com um beijo no rosto, tal como os judeus sefarditas de Marrocos, onde se converteu à religião.
Reunidas todas as provas, o Conselho declarou que Barros Basto não tinha "capacidade moral para o exercício das suas funções", suspendendo o capitão do serviço. Mais de 70 anos depois, a família do Capitão quer que seja feita justiça.
Em declarações ao Correio da Manhã, Marinho Pinto disse estar incomodado com a decisão anti-semita de 1937. "Este caso tocou-me pela injustiça que foi feita ao capitão Barros Basto. Foi uma infâmia compreensível, pela onda de anti-semitismo que varreu a Europa, mas é também inaceitável" afirma o bastonário. "A infâmia não pode só situar-se no tempo em que foi cometida – de regime opressivo. Ainda hoje este caso ofende os valores da democracia". Para Marinho Pinto, este caso mostra "o anti-semitismo que ainda existe nas instituições e na sociedade portuguesa".
SERÁ QUE É DESTA QUE SERÁ FEITA JUSTIÇA ?
Para saber mais sobre o Capitão Barros Basto leia este excelente artigo em : http://ruadajudiaria.com/?p=549
Para ler sobre as declarações de Marinho Pinto veja aqui: http://ruadajudiaria.com/?p=661

Monday, 3 October 2011

O Tudo e o Nada

Segundo o senhor Miguel Sousa Tavares (MST) na sua mais recente crónica: "Portugal foi eleito para o Conselho de Segurança da ONU graças, em grande parte, aos votos dos países árabes e contra o voto de vários outros países, entre os quais Israel." . Serve-lhe este preâmbulo para se lançar num ataque à frase de Paulo Portas (tudo pela Palestina nada contra Israel) sobre a tomada de posição de Portugal na votação do Conselho de Segurança (C.S.) sobre um Estado da Palestina.
Na verdade a frase em questão é contraditória, embora , a meu ver , não do mesmo ponto de vista de MST.
Também tem toda a razão quando diz que "há alturas na vida em que até a diplomacia tem de escolher".
Mas que essa escolha seja feita como paga de um favor (a votação dos países árabes a favor de Portugal no C.S.) apoiando as suas posições, além de errada é uma demonstração de subserviência (ou essa subserviência só existe quando concordamos com os pontos de vista dos E.U.A., como mais á frente na sua crónica afirma MST ?).
Apela ainda para os interesses portugueses, afirmando que Portugal deve alguma coisa e tem bastante a esperar de boas relações com o mundo árabe.
Não compreendo o que raio poderemos dever ao mundo árabe e que mais de alguns negócios chorudos que apenas irão encher os bolsos de meia dúzia teremos a esperar das boas relações com o dito mundo árabe ?
Mas tudo isso que o senhor MST aponta para que se ceda às pretensões anti Israel não é nem nunca será um bom motivo para calar a voz da nossa consciência. Nem à força de petro-dólares !!!
Por exemplo como esconder o desejo que o dito mundo árabe tem de destruir o Estado de Israel ? Estivesse isso ao alcance deles e todos pensassem da mesma forma que o senhor MST, o Estado Hebraico seria perseguido até à sua aniquilação. Concordar em sede na ONU com estas teses (ainda que encapotadas pela falsa retórica de um pretenso humanitarismo pró-palestiniano) a pretexto de agradar a um grupo de países e em nome de negócios é completamente insano.
Custa muito acreditar no palavreado desses senhores para consumo externo quando oprimem , exploram, massacram os seus próprios povos. Acreditar numa autoridade palestiniana corrupta e mafiosa ?.
Diz também que : "se os palestinianos não têm direito a um estado, se não são cidadãos reconhecidos por Israel e também não são por Sírios, Jordanos, Libaneses ou Egípcios, que raio serão eles  juridicamente apátridas na sua própria terra ?".
Ora finalmente chegamos à grende questão, A SUA PRÓPRIA TERRA.
Pressupôe talvez que tenha já existido uma pátria palestina. Se tal existiu, onde foi ? Qual era a a sua capital? Qual era a sua moeda? E os seus reis ?
Pois é. Aqui as coisas complicam-se. Pois a palavra palestina nasceu da mente do imperador romano Adriano. Quando após subjugar o Reino de Judá e  mudar o nome de Jerusalem para Aelia Capitolina passou a designar a provincia romana da Judeia como Palestina, tudo isto num esforço para apagar a memória Judaica da região.
Portanto falar em palestina é citar algo que fisicamente nunca existiu, pelo menos nos moldes que hoje lhe pretendem atribuir.
Falar de um estado palestiniano é e continuará a ser apenas um pretexto para a aniquilação de Israel.
Penso que a melhor contribuição de Portugal no C.S. seria votar contra um futuro estado da palestina. Isto até que a existência de Israel nunca mais possa ser posta em causa seja por quem for.


Monday, 26 September 2011

O Embuste de um "estado da palestina"

Aceitar o pedido do presidente da autoridade palestiniana para o reconhecimento do "estado da palestina" pelas Nações Unidas seria apor um selo de credibilidade em algo que mais não é que uma manobra de propaganda da parte de Mahamoud Abbas, também conhecido por Abu Mazen, voltando a colocar o assunto dos palestinianos nas agendas internacionais e, ao mesmo tempo ganhar algum espaço de manobra em relação ao hamas.
No fundo nem o hamas nem a fatah demonstram quaisquer condições para serem  governo de um país.
Uma decisão que em nada iria ajudar no processo de paz, pelo contrário, criando uma situação nada pacífica para com o estado de Israel.
O reconhecimento de um "estado palestiniano" apenas servirá para dar "credibilidade" aos que nos pretendem impôr o "politicamente correcto", mais uma tentativa de lavagem cerebral por parte dos acérrimos defensores de terroristas e afins.